Lendo o PROGRAMA DE TRANSFORMAÇÃO DO BRASIL: UM PAÍS SOBERANO, DEMOCRÁTICO, DESENVOLVIDO SUSTENTÁVEL E CRIATIVO (https://static.poder360.com.br/uploads/2026/08/Programa-Governo-LULA-2026.pdf), Plano de Governo do Presidente Lula apresentado para as eleições de 2026, verifiquei a informação de que no 3º Governo Lula o Coeficiente de Gini atingiu o patamar mais baixo da história do Brasil. Criado pelo sociólogo Corrado Gini na década de 1910, passou a ser adotado oficialmente no Brasil em fins dos anos 70. O Coeficiente de Gini ou Índice de Gini serve para marcar a desigualdade social de um país, a concentração de renda, numa escala que varia de 0 (Zero) a 1 (Um). Quanto mais perto de Zero, menor a desigualdade social em um país. No Plano citado, informa que no terceiro mandato, o Índice de Gini alcançou o ponto mais baixo da história brasileira nessa escala estatística em 0,504. Fui confirmar e isso ocorreu no ano de 2024. Vejamos o que nos informa o IPEADATA com o quadro abaixo sobre a variação do Coeficiente de Gini (https://www.ipeadata.gov.br/ExibeSerie.aspx?serid=2096727571&module=M):
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O Brasil saiu de 61,5 ou 6,15 em 1995 para 60,3 ou 6,03 no Governo FHC, governo este que implantou políticas públicas sociais desmercantilizadoras aprimoradas pelo Governo Lula e unificado no Bolsa Família. No período de 2003 a 2009, porque o período de 2010 não consta, saímos de 6,03 do Governo FHC e reduzimos para 5,54. No Governo Dilma, em seu primeiro mandato, saímos de 5,46 (2011) para 5,26 (2014). No período de instabilidade que seguiu houve um aumento para 5,37 (2016) e encerrou com 5,39 (2017) já sob a gestão de Michel Temer. No período pós- Golpe, de 2017, o coeficiente de Gini continua aumentando e chega em 2019 a54,3, reduzindo para 52,3 em 2020. No Governo Bolsonaro atinge 54,4 no período pós-pandemia e depois reduz para 5,17 em 2022. No terceiro Governo Lula se mantém em 5,17 no primeiro ano (2023), atingindo o ponto mais baixo do Coeficiente de Gini até então no ano de 2024 com 5,04. Aumento breve em 2025 com 5,11.
Não pode ser desprezado que o PT construiu uma política sólida de redistribuição de renda, bem como criou políticas habitacionais, permitiu que mais pessoas ascendessem às universidades. Estamos longe do ideal de países europeus. Mas estamos em um caminho que não permite mais retrocessos. Houve em 30 anos (1995-2025) uma queda de 1 ponto ou 10 pontos (numa escala de 0 a 100) no Coeficiente de Gini demonstrando que políticas públicas sociais de inclusão deram certo a partir do Governo de Lula, desde o primeiro mandato, sendo o que foi recebido por Temer e Bolsonaro foi a estrutura deixada pelos Governos anteriores.
Laura Berquó
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