Uma coisa que sempre achei grotesca é o tal do bullying: bullying, wollying, e todas as variações. Pegou muito mal a piada capacitista do debate do dia 23, feita pelo candidato Flávio Bolsonaro. Pensou que estava numa eleição para Presidente de turma da quinta série. Perdeu feio e ainda, foi fazer vergonha no discurso de derrota, pedindo anulação das eleições, porque além de não saber perder, não faz autocrítica. Só faltou ir se queixar com o pai ou com a mãe, como fazíamos aos 11 anos de idade. Lidar com frustrações é algo que exige amadurecimento. O PT fez autocrítica e Lula principalmente. O 13 mereceu, por isso, virar a eleição. Não adianta vociferar, porque a diferença foi de mais de 4 milhões de votos. O 13 acertou, porque mudou estratégias e fez uma campanha no segundo turno com mais humildade. Já o 22, tinha gente dando entrevista como se já estivesse ocupando Ministério. Eu sempre achei o Bolsonarismo vulgar pelo nível das falas e debates de seus políticos e da maioria dos seus defensores. Mas candidato que desce para o play e não sabe brincar é a primeira vez. O Brasil tem Constituição. O Presidente Lula teve que falar que o país tem uma Constituição. Parece óbvio, mas isso demonstra o quanto a Democracia estava vulnerável.
Laura Berquó

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