EPA HEY!!!
quarta-feira, 26 de agosto de 2026
BRUNA CASSIANO LANÇARÁ EM NOVEMBRO: "MÃE RENILDA. MULHER DE TODAS AS LUTAS"
Fotografia: Bruna Dias.
Realizado com recursos da Política Nacional Aldir Blanc. Operacionalização: Secretaria de Estado da Cultura – Governo do Estado da Paraíba.
"Bruna Cassiano é educadora e pesquisadora na área de Letras. É graduada pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), onde também se especializou em Fundamentos Linguísticos para o Ensino da Leitura e da Escrita; é mestra em Literatura e Cultura pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e doutoranda em Letras pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), com ênfase em estudos africanos e afro-brasileiros. Desenvolve pesquisas nos campos da literatura brasileira, teoria literária, literatura e memória, e literatura e ensino, com destaque para estudos sobre narrativas de mulheres negras, representações sociais na literatura e formação do leitor literário. Atua como transcritora dos manuscritos da escritora Carolina Maria de Jesus, a convite da editora Companhia das Letras, além de colaborar na redação de notas biográficas para novas edições de suas obras. Possui experiência em revisão e edição de textos acadêmicos e literários, além de atuação em mediações, cursos e projetos voltados à difusão da literatura negra e à salvaguarda de acervos e narrativas culturais. Atualmente, desenvolve um projeto biográfico sobre Mãe Renilda de Oxóssi, liderança religiosa do Ilê Axé Ojú Ofá Dana Dana."
DIA INTERNACIONAL DA DECLARAÇÃO DO HOMEM E DO CIDADÃO
No dia 26.08.1789 era divulgada a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão na França, inaugurando o constitucionalismo clássico (liberal) propondo uma maior limitação do poder político do soberano, mas de forma escrita, trocando o constitucionalismo empírico do Antigo Regime pelo racionalismo constitucional (Carrion). Se os hebreus inventaram o constitucionalismo teocrático como forma de limitação do poder político de soberanos, a Revolução Francesa veio para dizer que a fonte desse novo contrato social não seria nem uma fonte sobrenatural, nem a vontade de um monarca, mas a vontade de todos os cidadãos, entendidos aqui os do sexo masculino. Como forma de limitação da vontade absolutista, as constituições posteriores passaram a tratar, por escrito, com exceção do empirismo anglo-saxão, da limitação dos poderes do Estado e dos direitos fundamentais dos cidadãos, criando o tipo de constituições materiais do liberalismo. Antes, conforme Eduardo Carrion, os direitos fundamentais existiam, mas não eram estendidos a todos os estamentos (constitucionalismo empírico francês), sendo as revoluções burguesas-liberais necessárias sob esse aspecto. No Brasil, os primeiros documentos que vigoraram de forma breve antes da Constituição do Império de 1824, dentro dessa ideia de reconhecimento dos direitos fundamentais dos cidadãos foram La Pepa, que no Brasil vigorou apenas 1 dia (21.04.1821 a 22.04 1821) e as Bases da Constituição Política da Monarquia Portuguesa de 10 de março de 1821, que no Brasil vigorou de 08.06.1821 a 20.10.1823. Voltaremos a tratar desse assunto em outra oportunidade ao comentarnos "O Que é Terceiro Estado?" de Emmanuel-Joseph Sieyès.
Laura Berquó
terça-feira, 25 de agosto de 2026
SEXUALIDADE DA MULHER BRASILEIRA DE ROSE MARIE MURARO PARTE 2/6
Continuando a leitura de "Sexualidade da Mulher Brasileira. Corpo e Classe da Mulher no Brasil" estudo coordenado por Rose Marie Muraro no final dos anos 70 com as seguintes classes sociais: burguesia carioca, campesinato pernambucano e classe média paulista. Hoje iremos prosseguir com o estudo da burguesia carioca a partir da entrevista com 11 homens da alta burguesia. No post anterior sobre o assunto falamos da mulher a partir das entrevistas de 33 mulheres coletadas entre a alta burguesia carioca. Essas leituras que estou fazendo faz parte das referências que irei citar em dois livros 📚 previstos para primeiro semestre de 2027 cujas fotos da proposta de capa se encontram abaixo. O que dizer da burguesia masculina carioca dos anos 70 e sua visão da sexualidade feminina a partir deles? Os homens entrevistados viram, em sua maioria, a esposa como mãe de seus filhos, reservadas ao espaço privado para garantir conforto emocional e psicológico, criticando mulheres que interessavam no mercado de trabalho e perdiam com isso ingenuidade e comportamento de carinho voltados para a vida familiar. Fica clara a distinção que o espaço público é para os homens e o privado é onde as mulheres atuam a partir das necessidades psicológicas e sociais desses homens. Também acreditavam que a vida de solteiro era melhor, do ponto de vista da questão sexual e a maioria não exitava em deixar sexualmente de lado suas esposas na menopausa e arrumarem parceiras sexuais extraconjugais, marcando o papel meramente reprodutivo e conveniente da mulher e do matrimônio. Havia um sentimento de achar maravilhosa a gravidez e a maternidade de suas esposas e se fazerem presentes na criação dos filhos recém nascidos. Por outro lado, havia ainda um posicionamento desses homens 100% favoráveis ao aborto, em decorrência de relações extraconjugais. Já as entrevistadas eram a favor, na sua maioria, ao aborto para diminuir o número de filhos de pessoas pobres, o que demonstra uma eugenia aporofóbica. Esses homens não viam suas esposas como corpos desejantes e por isso achavam que certas carícias íntimas não deveriam ser feitas pelas esposas. Quanto à relação com o próprio corpo, os homens não viam o corpo como extensão do próprio prazer, mas apenas como uma máquina de trabalho e as doenças que relatavam sentir eram próprias de executivos. A casa para a burguesia carioca dos anos 70, a partir da visão dos entrevistados era o lugar seguro e de tranquilidade, sendo a vida da mulher melhor por isso, e embora reconheçam que as demais classes possuem muitas mulheres no mercado de trabalho, o ideal ainda era a missão de ser mãe como influenciadora e formadora de futuras gerações, sendo que nas classes menos abastadas, acreditavam que as mulheres trabalhavam para ajudar o marido e que não tinham consciência da própria força produtora. O que os estudos coordenados por Muraro revelaram é que o homem burguês carioca do fim dos anos 70 trazia, com relação às mulheres, uma dimensão edipiana não resolvida.
Laura Berquó
PREVISÃO SEMANAL: BARALHO LENORMAND
Na semana passada não coloquei a previsão semanal, porque não me encontrava bem de saúde. Mas vamos ver o que a última semana de agosto reserva para alguns. Abaixo 2 opções: a número 1 é o Baralho consagrado à Pombagira do Cabaré (vermelho) e o número 2 é o Baralho consagrado à Pombagira Cigana Síria.
Para quem escolheu a Opção 1:
Cartas: Montanha, Torre e Ratos. Carta de Corte: Coração ❤️. Semana em que o emocional sofrerá algum tipo de desgaste. Afastamentos, isolamentos, depressão, arrependimento. O emocional e questões afetivas com bloqueios e isolamentos.
Para quem escolheu a segunda opção:
Cartas: Chave, Montanha e Nuvens. Carta de Corte: Trevos ☘️. Decisões judiciais desfavoráveis envolvendo finanças. Bloqueios mentais e financeiros podendo ser resolvidos com ajuda. De qualquer forma, a carta das nuvens e trevos fala de algo muito rápido, resolvido rapidamente.
Laura Berquó
LANÇAMENTO DO MEU TERCEIRO LIVRO: "QUESTÕES ÉTNICO -JURÍDICAS DA ATUALIDADE"
Já finalizado o Volume 1 de "QUESTÕES ÉTNICO -JURÍDICAS DA ATUALIDADE ". Na elaboração, decidi não incluir todos temas em um único volume. Nesse primeiro volume ficarão questões relacionadas às religiões de matrizes africanas, prescrição etária e racismo, identidade, branquitude e direitos humanos, "racismo reverso" e inconstitucionalidade formal de projetos de lei e de indicação que tratem de questão racial, quando desacompanhados de estudo de impacto orçamentário e financeiro. No próximo volume trataremos de questão indígena e extrema-direita (proliferação de PDLs), feminismo decolonial nas relações laborais, ANPP e crimes raciais.
O prefácio deste primeiro volume será do confrade do IAB e constitucionalista, Prof. Dr Manoel Peixinho.
O livro será disponíbilizado pela plataforma independente Clube de Autores.
Laura Berquó
domingo, 23 de agosto de 2026
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