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quinta-feira, 16 de julho de 2026
TBT 2013: CARTA ABERTA AO PREFEITO DE ALHANDRA E AJUREMA SAGRADA
"CARTA ABERTA AO EXCELENTÍSSIMO SENHOR PREFEITO CONSTITUCIONAL DO MUNICÍPIO DE ALHANDRA – PB (marcelo.prefeito@alhandra.pb.gov.br; mizaellmr@gmail.com)
A Comissão de Promoção da Igualdade Racial e da Diversidade Religiosa da OAB/PB vem por meio desta solicitar a V. Exa., que na condição de representante do executivo Municipal, eleito democraticamente para representar a tod@s @s alhandrenses, que nesta condição também seja o defensor natural da cultura expressa pela religiosidade que se faz presente em cada parte daquela que deveria ser chamada de Capital da Jurema Sagrada.
Há algum tempo, o IPHAEP cuida de processo de tombamento do sítio onde a Mestre Maria do Acais (Sra. Maria Gonçalves de Barros), nasceu e se dedicou ao culto da Jurema Sagrada. Desde a década de 1970, a Federação dos Cultos Africanos do Estado da Paraíba vem lutando para o reconhecimento do município de Alhandra como Cidade Sagrada da Jurema. Segundo publicação de 1977 (Umbanda no Lar), o então Presidente da Federação dos Cultos Africanos do Estado da Paraíba, o Babalorixá Carlos Leal Rodrigues, informava que pelo menos havia 42 mestres da Jurema Sagrada enterrados em solo alhandrense protegidos por pés-de-Jurema plantados em intenção a eles e que serviram durante toda a década de 1920 até a autorização para os cultos afro-brasileiros na Paraíba, em 1966, de proteção para que esses corpos não fossem vilipendiados, vítimas da repressão policial da época que não via com bons olhos o culto da Jurema Sagrada.
O texto de 1977, elaborado pelo jornalista Marcone Cabral em entrevista feita ao referido Babalorixá, ainda menciona o fato de que um pé-de-Jurema pode viver mais de 200 anos e é uma árvore tipicamente nordestina, da nossa zona da Mata e que em Alhandra viveram e foram enterrados nomes que hoje povoam o imaginário e a crença de pessoas adeptas tanto da Jurema como da Umbanda, como por exemplo, Sr. José de Aguiar, nascido em 1813 e que viveu aproximadamente 114 anos, mais conhecido como “Zé Pilintra”, bem como viveu o Sr. José Vicente, conhecido como “Maluguinho”. Sem citarmos ainda Mestre Maria do Acais, morta em 1937, Mestre Tertuliano, Mestre Joana Pé de Chita, etc.
Recentemente essa Comissão ingressou com pedido de tombamento do Templo Espírita Mestre Jardecilha, também em Alhandra. A Comissão agora se coloca à disposição daqueles que pretendem também pedir o tombamento do Templo de Mãe Rita, falecida mestre juremeira e umbandista, que hoje, após a morte de Mãe Judite (responsável pelo local após a morte de Mãe Rita), encontra-se em vias de ser totalmente destruído, incluindo-se os assentamentos firmados. É uma perda muito grande para Alhandra a descaracterização da história do município a partir de atos praticados por pessoas que não respeitam a religiosidade, colocando o direito a herança sobre o interesse coletivo. Por essa razão, ressalto que o município de Alhandra dispõe de meios para resolver o problema, como o pedido de tombamento e incentivo à discussão sobre diversidade religiosa.
O pedido de tombamento pode ser requerido por quaisquer pessoas. Com base na Lei Estadual n.º 9.040/2009, assim como os bens materiais, os bens culturais imateriais também podem ser tombados. Tanto o templo, os pés-de-jurema preta e toda a espiritualidade, toda essa carga cultural encontra arrimo na lei citada para sua proteção. Por que a Prefeitura Municipal de Alhandra ou o Prefeito Constitucional desse município na condição de cidadão, não o faz? Ou até mesmo a desapropriação da área, não para incentivo de uma fé específica, o que iria ferir o Estado laico, mas para preservação da herança cultural do município, criando-se vários sítios e espaços que serviriam para manter viva a memória e incentivar a discussão em torno da cultura afro-ameríndia, da diversidade e igualdade religiosa.
Vimos que até hoje nenhum dos gestores municipais em Alhandra se ocuparam e se preocuparam com essa herança cultural deixada por índios e negros, que perdura até hoje em diversos municípios do litoral sul paraibano. Vejam o caso da Praia de Tambaba no município do Conde, onde @s antig@s juremeir@s, desde o tempo d@s noss@s ancestrais indígenas, muito antes da chegada dos portugueses, acreditavam ser ali um portal espiritual, a sétima cidade espiritual da Jurema Sagrada e até a década de 1970 era um ponto de comemorações e liturgia para os adeptos da Jurema Sagrada em nosso estado.
O potencial turístico do município de Alhandra também poderia ser melhor explorado através de projetos que promovessem o turismo religioso na região. São ideias fáceis de se ter, mas que infelizmente ainda não foram pensadas ou colocadas em prática pelos gestores de Alhandra.
Por essa razão, esta Comissão resolveu dar voz e divulgar a carta escrita por Mestre Joana Juremeira, escrita para o senhor, e se coloca desde já para quaisquer orientações e apoios que por ventura se façam necessários. Solicita ainda, audiência com V. Exa., para discutirmos estas questões, bem como a necessidade de uma cultura de respeito à diversidade religiosa.
“ILMº SR. PREFEITO DE ALHANDRA
MARCELO RODRIGUES
Sendo sabedor(a) que um descaso com nossa tradição e cultura de Alhandra, estou lhe informando e solicitando suas providencias...
1- O senhor deve ter conhecido a Mãe Rita (orô) já falecida que tinha um centro de umbanda e jurema ai na sua cidade, casa essa muito antiga e bem conceituada no Brasil e fora dele, uma referencia da tradição cultural dessa cidade.
2- Com o falecimento de Mãe Rita o terreiro que já era de responsabilidade de mãe Judite, continuou assim até que com a necessidade de alguns consertos no telhado o pessoal que compõe a Associação Espirita de Juremeiros de Alhandra uniram-se e começaram os consertos.
3- Um dos descendentes da nossa saudosa Mãe Rita chegou e mandou parar pois iria ser demolido o terreiro e as firmezas e assentamentos dos mestres dela seria jogados ao rio. Enfim embarbaram a restauração do terreiro, um casa centenária , referencia de jurema na cidade, casa essa que abrigou e ajudou muitos filhos de Alhandra, super conhecida no Brasil e em outros países, não pode ser demolida, seria até uma ato de crime cultural, pois faz parte da historia da cidade.
Venho por meio deste solicitar de Vossa Senhoria uma providencia que coíba esse ato de desumanidade e crime cultural, sabendo que a prefeitura de Alhandra pode pelo menos inicialmente impedir a demolição, enquanto estamos tomando medidas para um tombamento do referido.
Contando com sua compreensão e empenho coloco-me a sua disposição e desde já agradeço.
ASSINEM E ENVIEM”
João Pessoa, 30 de junho de 2013.
Laura Taddei Alves Pereira Pinto Berquó
Presidente da Comissão de Promoção da Igualdade Racial e da Diversidade Religiosa da OAB/PB"
terça-feira, 14 de julho de 2026
AS MATRIARCAS DO POVO BRASILEIRO: ANTÔNIA RODRIGUES E O TRÁGICO FIM DE SEUS DESCENDENTES
Getúlio Vargas - Foto da Internet
As três Matriarcas do Povo Brasileiro são consideradas Bartira, Catarina Paraguaçu e Muirã Ubi (Maria do Espírito Santo Arcoverde), segundo o Dicionário das Mulheres do Brasil. Assú Piquerobi (Antônia Rodrigues) filha do Morubixaba Piquerobi, apesar de ter deixado ilustre descendência, não teve a mesma projeção de seu nome, como sua prima Bartira. De Antônia, a historia do Brasil nos traz 3 ilustres descendentes. As chamadas matriarcas do povo brasileiro foram assim denominadas pelos casamentos que fizeram com portugueses e pelo fato de seus pais terem sido Morubixabas. A partir desses casamentos houve a facilitação do projeto de colonização do país. A irmã de Antônia se chamava Terebê (filha de Piquerobi e homônima da prima, filha de Tibiriçá). O marido de Terebê foi o cristão-novo, possivelmente degredado de Portugal, Cosme Fernandes Pessoa, que seria o verdadeiro fundador de São Vicente, pois se encontrava no Brasil juntamente com João Ramalho e Antonio Rodrigues, todos também de origem cristã-nova, muito antes do início oficial da colonização. O certo é que quando Martim Afonso de Sousa chegou em janeiro de 1532, o núcleo de São Vicente já existia (Diário de Navegação de autoria de Pero Lopes de Sousa), assim como Cananéa. Antônia Rodrigues casou com Antonio Rodrigues. Descendiam de Antônia Rodrigues: 1. Amador Bueno de Ribeira, o Aclamado, descendente tanto de Antônia Rodrigues e de sua irmã Terebê, sendo assim duaa vezes descendente de Piquerobi. Amador se recusou a ser Rei e talvez por isso, tenha escapado da triste sina de outros descendentes. 2. Por sua vez, descende de Amador Bueno de Ribeira, o Aclamado, o ex Presidente Getúlio Vargas. Getúlio Vargas descende mais uma vez de Piquerobi pela neta Maria Gardete Fernandes, filha de Terebê, descendendo três vezes de Piquerobi. Também descende de Tibiriçá pela filha Bartira. Por fim, o descendente mártir de Antônia Rodrigues foi o Alferes Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes. Todos descendentes do Morubixaba Piquerobi. A aldeia principal sob o domínio de Piquerobi ficava onde hoje é o distrito de São Miguel Paulista na cidade de São Paulo. Na Paraíba, analisando árvores genealógicas, verifiquei que o Interventor da Paraíba Antenor Navarro também descendia do casal Antônia Rodrigues e Antônio Rodrigues. Morreu tragicamente de um acidente aéreo em 1932. As árvores genealógicas podem ser consultadas no site FamilySearch. Descendo de Antônia Rodrigues (Assú Piquerobi) com Antônio Rodrigues, de João Ramalho e Bartira, de Terebê Piquerobi e Cosme Fernandes Pessoa, justamente da filha Maria Gardete, de Terebê (filha de Tibiriça) e de Pero Dias e depois de viúvo, de Pero Dias com Maria Gomes da Silva,sendo todos minhas décimas-quintas avós e décimo quinto- avôs. Enquanto, no Nordeste as matriarcas são de origem cristã-nova comprovada e indígena (Muirã Ubi e Catarina Paraguaçu), no ramo genealógico luso-brasileiro de São Vicente, tudo indica que são os patriarcas crsitãos-novos e as matriarcas de origem indígena. Piquerobi, Tibiriçá e Martim Afonso de Sousa são meus décimo -sextos avôs.
Laura Berquó
AS MATRIARCAS JUDIAS DO NORDESTE
A casa da foto é atualmente um centro de artesanato em Olinda-PE, mas no século XVI teria funcionado a primeira escola para moças no Brasil e também sido uma Sinagoga clandestina. A propriedade teria pertencido à Branca Dias Coronel e ao seu marido Diogo Fernandes Santiago, ambos judeus. Ela chegou aos 27 anos no Brasil. Antes, passou uma década em Portugal presa e se defendendo das acusações do Santo Ofício. Conseguiu fugir para cá, onde o marido já se encontrava, mas sua mãe e irmã foram mortas pela Inquisição. Ela é o símbolo do judaísmo no Nordeste, um tipo de matriarca dos cristãos-novos nordestinos. Branca Dias Coronel teve vários filhos e criou a filha do marido nascida aqui na sua ausência. A menina se chamava Briolanja, um nome que se popularizou em fins da Idade Média na Península Ibérica. Muitos filhos de Branca Dias Coronel foram enviados para Lisboa, porque após a morte dela e do marido, no período entre 1591-1595 houve a primeira Visitação do Santo Ofício nas Capitanias de Pernambuco, Itamaracá e Parahyba. Em breve, trarei em outra postagem o nome das denunciantes e o que consta dos relatórios feitos pelo Inquisidor Heitor Mendonça de Furtado. Os filhos de Branca Dias foram, então, perseguidos e muitos terminaram na indigência em Lisboa como uma filha deficiente física, chamada Beatriz (Brites), que virou mendiga em Portugal. Uma filha que conseguiu ter uma sorte diferente e deixou vasta descendência no Nordeste (sobretudo de Pernambuco ao Ceará) foi Inês. Mas, analisando árvores genealógicas, descobri outra filha. Dificilmente uma família da elite política nordestina não descende de Branca Dias quando chegamos, sobretudo, no sertão da Paraíba, sertão e seridó do Rio Grande do Norte e Sobral e adjacências (no Ceará). Porém, embora Branca Dias seja a matriarca judia mais famosa do Nordeste, todas as famílias que têm origem no início da colonização luso-brasileira nordestina (a partir de Pernambuco com a vinda de Duarte Coelho em 1535) e criaram uma elite política regional, têm sua origem em outras mulheres judias que tiveram casamentos com holandeses que aqui chegaram mais de meio século antes das Invasão Holandesa do início século XVII. É assim que teremos os ramos da família Hollanda ou Holanda (de Alagoas ao Ceará) que descendem de Brites Mendes de Vasconcellos Góes, que apesar de neta de Dom Manuel, o Venturoso (avô paterno), perseguidor de cristãos-novos, era judia porque sua mãe Joana Góis de Vasconcellos era judia, filha de pai e mãe judeus sefarditas. Os filhos de Brites com o holandês Arnaud Florentz Boyens van Holland que mais aparecem em árvores genealógicas, para citarmos os mais conhecidos e que deram origem às famílias de diversos sobrenomes da política e cultura locais são as filhas Anna e Adriana Holanda e o filho Arnau de Holanda. Todas as colonizadoras judias citadas também eram senhoras de engenho a partir do século XVI e foram contemporâneas de outras matriarcas nordestinas como Muirã Ubí (Maria do Espírito Santo Arcoverde), Mércia e Felippa de Mello, todas com vasta descendência com o Adão Pernambucano, o Capitão- Mor Jerónimo de Albuquerque. Falaremos das esposas e descendentes de Jerónimo de Albuquerque em outra oportunidade.
As árvores genealógicas podem ser consultadas no FamiliySearch.
Em outro post irei disponibilizar fontes de consulta sobre Branca Dias Coronel. O conteúdo citado se refere a fontes que li há algum tempo disponíveis no Family Search.
Laura Berquó
INÊS DE SOUSA (RIO) ANTECEDE À CLARA CAMARÃO (TEJUCUPAPO)
(Rio, século XVI. Internet. Portal da Prefeitura do Rio de Janeiro)
INÊS DE SOUSA É ANTERIOR À CLARA CAMARÃO
Resolvi fazer a postagem sobre Inês de Sousa, porque vi na internet (Instagram) postagem que dá conta que Clara Camarão foi a primeira mulher no Brasil a liderar outras mulheres contra invasões europeias, citando a Batalha de Tejucupapo em Goiana, Pernambuco, no ano de 1646. A heroína da nação potiguara teve intensa luta contra os holandeses, sendo importante para a história da Paraíba, Rio Grande do Norte e de todo o Nordeste. Mas a primazia coube à Inês de Sousa, esposa do segundo Governador do Rio de Janeiro, Salvador Correia de Sá, que liderou bravamente mulheres contra a invasão de franceses na cidade carioca no final do século XVI. Foi tão bem sucedida que os franceses só retornaram ao Rio nos anos de 1710/1711. A primazia cabe à Inês e não à Clara. Mas, talvez seja apagada por ser colonizadora. Clara Camarão em breve será homenageada aqui.
Laura Berquó
PREVISÃO SEMANAL: BARALHO CIGANO
A preivsão foi com o baralho consagrado à Pombagira Cigana Síria:
Opção 1. Carta de Corte: O Homem. Demais Cartas: Caixão, Criança e Estrela: possível desencarne de um homem ou de pessoa ligada a um homem. Também pode alertar sobre mudanças profundas, mas com novas possibilidades positivas na vida de um homem. Fim de ciclo e início de outro melhor.
Opção 2. Carta de Corte: Os Peixes. Demais Cartas: Chave, Cegonha e Urso: possibilidade de gravidez e tudo que tenha a ver com materialização da maternidade ou envolvendo filhos. Novas propostas financeiras, novos projetos que exigirão força, mas trarão bons retornos financeiros. Possibilidade de novo emprego público ou cargo de chefia.
Chave e Urso: decisões egoístas.
Laura Berquó
segunda-feira, 13 de julho de 2026
O BRASIL PAROU POR CONTA DO POSSÍVEL ENLACE MORGANÁTICO, SÓ QUE NÃO
Lendo sobre o possível futuro casamento morganático, de um possível futuro rei de um possível futuro trono, e a negativa na autorização para o enlace, como se estivéssemos falando de um Império que ainda existe, ou que possa existir, fez com que eu pensasse que realmente há pessoas e grupos que vivem em mundos paralelos. Certa vez, um colega advogado, educado pela TFP nos anos 70, ao comentar comigo sobre os colegas advogados e a pretensão dele ser uma liderança no meio, referia-se aos colegas causídicos como "a massa". Nunca me esqueci do desprezo à maioria e às minorias, literalmente. Era monarquista. Por que falo isso? Porque às vezes sinto que essa seria a vibe de nossos monarcas em um futuro imaginário. Vocês já pararam para pensar em um país governado pela mentalidade TFP? Mas, eu penso que seria muito fora da nossa realidade, retornarem ao poder os herdeiros de uma Coroa que não existe mais, nem mesmo segue a mentalidade dos que eram queridos no século XIX, como nossas Imperatrizes, porque hoje vivemos outros tempos em que se exige mais que assistencialismo. Todas as classes podem participar do processo político. Do ponto de vista da liberdade de pensamento, com a ascensão da extremíssima-direita, o Brasil retomaria uma fase piorada ante-positivista. Embora, não pudesse se retomar um Estado oficialmente católico, por exemplo, haveria pressão de forma inoficiosa, em um cenário diferente do século XIX, porque naquele tempo, também de forma oficiosa, segundo Pereira Barreto as pessoas eram oficialmente católicas, mas toleravam e aceitavam outras práticas. Atualmente, a extremissima-direita queima terreiros, embora não sejam católicos que estejam à frente desses atos, é bom que se ressalte. Apenas, para ilustrar que poderia haver acirramento entre grupos religiosos. Como também é bom destacar que seria uma Casa que manteria laços com Casas europeias, obviamente, embora a população brasileira, em sua maioria seja parda (negra). Uma continuidade do que restou do colonialismo em pleno século XXI. Acho um mundo paralelo. Em um país que inventaram desculpa para retirarem uma Presidente do poder, dar um golpe em um rei para colocar outro não seria problema. Imagino a instabilidade política já tão comum no nosso país. Basta ver a quantidade de Constituições em menos de 200 anos. Mas, queria entender como funciona a mentalidade de quem acha que tem direito congênito a um trono em detrimento da vontade dos "súditos". Ahhh! Sugeriram um plebiscito para 2026. Inconstitucional, porque já houve o de 1993 para essa finalidade e a população não quis. Simples. Muito estranho imaginar que se tem direito congênito a alguma coisa que não existe mais em detrimento da maioria.
Laura Berquó
sexta-feira, 10 de julho de 2026
APROVAÇÃO DOUTORADO
Fui aprovada, em segundo lugar, no Doutorado em Estudos Globais pela Universidade Aberta (Portugal).
Em breve sairá a lista definitiva e trarei informações sobre a importância dessa área do conhecimento, pouco explorada no Brasil.
Laura Berquó
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