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terça-feira, 25 de agosto de 2026
SEXUALIDADE DA MULHER BRASILEIRA DE ROSE MARIE MURARO PARTE 2/6
Continuando a leitura de "Sexualidade da Mulher Brasileira. Corpo e Classe da Mulher no Brasil" estudo coordenado por Rose Marie Muraro no final dos anos 70 com as seguintes classes sociais: burguesia carioca, campesinato pernambucano e classe média paulista. Hoje iremos prosseguir com o estudo da burguesia carioca a partir da entrevista com 11 homens da alta burguesia. No post anterior sobre o assunto falamos da mulher a partir das entrevistas de 33 mulheres coletadas entre a alta burguesia carioca. Essas leituras que estou fazendo faz parte das referências que irei citar em dois livros 📚 previstos para primeiro semestre de 2027 cujas fotos da proposta de capa se encontram abaixo. O que dizer da burguesia masculina carioca dos anos 70 e sua visão da sexualidade feminina a partir deles? Os homens entrevistados viram, em sua maioria, a esposa como mãe de seus filhos, reservadas ao espaço privado para garantir conforto emocional e psicológico, criticando mulheres que interessavam no mercado de trabalho e perdiam com isso ingenuidade e comportamento de carinho voltados para a vida familiar. Fica clara a distinção que o espaço público é para os homens e o privado é onde as mulheres atuam a partir das necessidades psicológicas e sociais desses homens. Também acreditavam que a vida de solteiro era melhor, do ponto de vista da questão sexual e a maioria não exitava em deixar sexualmente de lado suas esposas na menopausa e arrumarem parceiras sexuais extraconjugais, marcando o papel meramente reprodutivo e conveniente da mulher e do matrimônio. Havia um sentimento de achar maravilhosa a gravidez e a maternidade de suas esposas e se fazerem presentes na criação dos filhos recém nascidos. Por outro lado, havia ainda um posicionamento desses homens 100% favoráveis ao aborto, em decorrência de relações extraconjugais. Já as entrevistadas eram a favor, na sua maioria, ao aborto para diminuir o número de filhos de pessoas pobres, o que demonstra uma eugenia aporofóbica. Esses homens não viam suas esposas como corpos desejantes e por isso achavam que certas carícias íntimas não deveriam ser feitas pelas esposas. Quanto à relação com o próprio corpo, os homens não viam o corpo como extensão do próprio prazer, mas apenas como uma máquina de trabalho e as doenças que relatavam sentir eram próprias de executivos. A casa para a burguesia carioca dos anos 70, a partir da visão dos entrevistados era o lugar seguro e de tranquilidade, sendo a vida da mulher melhor por isso, e embora reconheçam que as demais classes possuem muitas mulheres no mercado de trabalho, o ideal ainda era a missão de ser mãe como influenciadora e formadora de futuras gerações, sendo que nas classes menos abastadas, acreditavam que as mulheres trabalhavam para ajudar o marido e que não tinham consciência da própria força produtora. O que os estudos coordenados por Muraro revelaram é que o homem burguês carioca do fim dos anos 70 trazia, com relação às mulheres, uma dimensão edipiana não resolvida.
Laura Berquó
PREVISÃO SEMANAL: BARALHO LENORMAND
Na semana passada não coloquei a previsão semanal, porque não me encontrava bem de saúde. Mas vamos ver o que a última semana de agosto reserva para alguns. Abaixo 2 opções: a número 1 é o Baralho consagrado à Pombagira do Cabaré (vermelho) e o número 2 é o Baralho consagrado à Pombagira Cigana Síria.
Para quem escolheu a Opção 1:
Cartas: Montanha, Torre e Ratos. Carta de Corte: Coração ❤️. Semana em que o emocional sofrerá algum tipo de desgaste. Afastamentos, isolamentos, depressão, arrependimento. O emocional e questões afetivas com bloqueios e isolamentos.
Para quem escolheu a segunda opção:
Cartas: Chave, Montanha e Nuvens. Carta de Corte: Trevos ☘️. Decisões judiciais desfavoráveis envolvendo finanças. Bloqueios mentais e financeiros podendo ser resolvidos com ajuda. De qualquer forma, a carta das nuvens e trevos fala de algo muito rápido, resolvido rapidamente.
Laura Berquó
LANÇAMENTO DO MEU TERCEIRO LIVRO: "QUESTÕES ÉTNICO -JURÍDICAS DA ATUALIDADE"
Já finalizado o Volume 1 de "QUESTÕES ÉTNICO -JURÍDICAS DA ATUALIDADE ". Na elaboração, decidi não incluir todos temas em um único volume. Nesse primeiro volume ficarão questões relacionadas às religiões de matrizes africanas, prescrição etária e racismo, identidade, branquitude e direitos humanos, "racismo reverso" e inconstitucionalidade formal de projetos de lei e de indicação que tratem de questão racial, quando desacompanhados de estudo de impacto orçamentário e financeiro. No próximo volume trataremos de questão indígena e extrema-direita (proliferação de PDLs), feminismo decolonial nas relações laborais, ANPP e crimes raciais.
O prefácio deste primeiro volume será do confrade do IAB e constitucionalista, Prof. Dr Manoel Peixinho.
O livro será disponíbilizado pela plataforma independente Clube de Autores.
Laura Berquó
domingo, 23 de agosto de 2026
OS ÚLTIMOS DIAS DE POMPEIA
Em 24 de agosto de 79 d.C., o Vesúvio após vários dias emitindo sinais de fumaça, finalmente entrou em erupção, embora a população desconhecesse o perigo que corria. Na obra "Vida, Morte e Ressurreição de Herculano e Pompeia", Comte Curte informa que a população de Pompeia, no fatídico ano de 79 d.C ., era resultado da miscigenação de povos da Antiga Grécia com um povo autoctone da região da Campania chamado 'oscos'. Herculano era uma cidade menos desenvolvida, porque ficava entre Pompeia e Parthenope (depois Paleópolis e depois chamada Nápolis). Pompeia só se foi por conta do Vesúvio. Era uma cidade que sobrevivia bem aos invasores, porque incorporava o que eles traziam de progresso. Naquele dia 24 de agosto, Pompeia e Herculano tiveram a maior parte de sua população morta não pela lava, mas pelo inferno das nuvens piroplásticas que cozinhavam cérebros em 8 segundos, segundo um documentário do History Chanel. Quem conseguiu fugir, fugiu pelos portos. Se os ventos estivessem favoráveis e tivessem levado as nuvens piroplásticas para longe teria dado tempo para mais pessoas fugirem antes da lava cobrir Pompeia. A obra acima 'Os Últimos Dias de Pompeia' de E. Bulwer Lytton (foto acima da Internet) eu li por curiosidade porque vi o filme, mas como todo romance xarope, que fala desse período histórico, exalta o homem que se converte ao cristianismo por amor à jovem cristã que vive sua fé, perseguidos no século I d. C. Não vou dizer se o casal sobrevive ao Vesúvio para não dar spoiler. Em 'Quo Vadis' também temos o homem que se converte ao cristianismo por amor. Mas como bem demonstra Rosa Luxemburgo, o Cristianismo não se esforçou para mudar a estrutura escravocrata romana. O sul da Itália foi o cenário do fim de Spartacus, séculos antes. Pompeia está viva! Se não tivesse sucumbido em 79 d. C., suas estruturas de desigualdades sociais teriam sido absorvidas normalmente pelo cristianismo.
Laura Berquó
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