EPA HEY!!!
segunda-feira, 11 de maio de 2026
A VELHA TELEFUNKENM
Se eu pudesse retornar à minha infância, nos anos 80, estaria brincando de boneca, refazendo lições da escola e, com certeza, vendo TV. A propósito, minha avó Laura morreu em 1986 e deixou, dentre os bens da herança, uma geladeira GE dos anos 70, que eu gostava de me divertir, porque na porta havia um portão para apertar e pegar água, e o outro bem foi uma TV colorida TELEFUNKENM, também dos anos 70. Hoje em dia os jovens são muito chatos. Muitas facilidades e muitas reclamações. Hoje, toda modernidade vem sem nenhuma exclamação de surpresa da geração pós-90. Alcancei as TVs preto e branco. Horrível quando os botões da TV engrossavam com a gordura dos dedos e os canais trocavam sozinhos. Assepsia constante desses botões. Ou a imagem começava a rolar e você tinha que dar um soco na lateral da TV para a imagem parar. A TELEFUNKENM fez sucesso lá em casa. Assistíamos TV animado após o almoço para fazermos digestão e irmos estudar. A geração de hoje não sabe o que é uma TV que servia de móvel pelo tamanho e porque era revestida de madeira. Um dia a TELEFUNKENM lá em casa resolveu dar problema, o que não era incomum para as TVs daquela época. Só que a imagem foi diminuindo, diminuindo e as crianças hipnotizadas com aquele fenômeno olhavam fixamente até que a TELEFUNKENM explodiu. Eu e meus irmãos saímos correndo e nunca mais chegamos perto de uma TV antiga por um bom tempo.
Laura Berquó
A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO EM ECONOMIA DOMÉSTICA
No sebo consegui um exemplar de um manual da década de 1960 sobre a disciplina Economia Doméstica e apesar das críticas que ouvimos hoje a esse tipo de conteúdo por ter sido no Brasil direcionado às mulheres em algumas escolas, o que se alega ser uma forma de estigmatizar funções para cada gênero, é sem dúvida um conteúdo de extrema importância para nossas vidas e que em uma sociedade cada vez mais consumista e com péssima alimentação, deveria retornar à escola ensinando a todas as pessoas. Não tenho nada contra mulheres que gostam dos papéis de maternagem e cuidados com a casa, porque hoje podemos ter mais escolhas, como refutarmos esse lugar, ou somar esses papéis a outros desempenhados. Existe uma ética do cuidado que muitas de nós também apreciamos. Assim, o que tem de tão interessante em Economia Doméstica que podemos aplicar na nossa realidade e fazermos dela um estilo de vida? Primeiramente, a Economia Doméstica nos ensina a ter noção de orçamento. A vivermos dentro da própria realidade financeira e aprendermos a fazer escolhas inteligentes e acessíveis. Também educa para um comportamento moral. Ora, se seu marido ou companheiro ganha R$ 5.000,00 por mês e vive como se ganhasse R$ 20.000,00, ou ele está se endividando ou está fazendo coisas ilícitas. Da mesma forma se ele ganha R$20.000,00 por mês, e sem dar maiores satisfações, apenas disponibiliza para as despesas do lar R$ 5.000,00, ou está gastando com outra família ou com vícios ou guardando e investindo dinheiro sem o seu conhecimento. Conheci casos de senhoras que no divórcio não faziam a mínima ideia de quanto seus maridos realmente percebiam e geralmente estavam afastadas da administração econômica da casa. O segundo aspecto interessante da Economia Doméstica é que ensina a inventariar todos os itens de vestuário, de acessórios, etc. Isso evita consumismo desnecessário ao você ter ideia do que já possui e refletir sobre a necessidade de nova aquisição. Terceiro, você pode aplicar o procedimento de inventariar para outros itens da casa, assim como produtos estocados na sua dispensa. Quarto, a Economia Doméstica permite você fazer trocas inteligentes de alimentos que possam caber no orçamento: você aprende desde calorias, nutrientes e formas de conservação e preparo dos alimentos que te levam à escolhas mais saudáveis e otimizadas. Quinto, ao planejar, a partir das escolhas dos alimentos, o cardápio da semana de sua casa, você consegue também economizar e não comprar em excesso alimentos que venham a se estragar. Logicamente, não podemos esquecer de pessoas que vivem com o mínimo onde a adoção dos ensinamentos da Economia Doméstica se torna difícil, porque todas as necessidades são urgentes. Mas acredito que mesmo assim seja de valia, especialmente para a classe média cada vez mais endividada.
Laura Berquó
CARTA PARA A SEMANA
A Pombagira Cigana passou e deixou o recado da carta número 7 do Lenormand (Baralho Cigano): A Serpente. Há uma diferença entre cobra e serpente. Salvo engano os répteis que temos aqui na América do Sul são serpentes e não cobras. Mas o que a Pombagira Cigana quer dizer é que tanto cobra como serpente trocam de pele, então podemos estar diante de uma fase de mudanças ou passando por mudanças internas. A Carta da Serpente ainda indica forte desejo sexual. No sentido negativo a Carta da Serpente nos orienta a tomarmos cuidado com falsidades, traições e invejas dos outros ou que esses sentimentos não venham fazer morada dentro de nós. A Serpente indica a necessidade ainda de renovação, já que ela troca de pele, e iniciar novos ciclos. Esse é seu lado positivo: a transformação.
Laura Berquó
domingo, 10 de maio de 2026
OS OLHARES SILENCIOSOS....
...DAQUELES QUE NÃO COMENTAM, FINGEM NÃO SEIMPORTAR, MAS DÃO AUDIÊNCIA. PARA QUEM SEMPRE FOI SUBESTIMADA PELA APARÊNCIA E DEPOIS PELOS COMPORTAMENTOS XENÓFOBOS FORA DA PARAÍBA, ACHO UM FEITO CURIOSO SER LIDA. MAS, GOSTARÍA MUITO DE SABER O QUE AGRADA NAS POSTAGENS PARA PRODUZIR MAIS CONTEÚDO. CASO ALGUÉM QUEIRA SE MANIFESTAR, SOMOS TODA OUVIDOS.
LAURA BERQUÓ
LEOPOLDINA FRANCISCA MONTEIRO (BERQUÓ)
LEOPOLDINA FRANCISCA MONTEIRO
Há 183 anos nascia minha trisavó Leopoldina Francisca Monteiro na antiga Freguesia (rural) de São Tiago de Inhaúma. Nascida em 10.05.1843, casou-se aos 14 anos com meu trisavô Augusto José Berquó em 15.02.1858. Augusto José Berquó era português, originário dos Açores, como todos os Berquós, sendo que não descendia do ramo do Ouvidor que nomeou a famosa rua, o rio que passa em Botafogo (onde hoje existe o Cemitério São João Batista) e nem o antigo nome da Avenida General Polidoro, antes conhecida como Caminho do Berquó. Meu trisavô era um imigrante do ramo humilde. São apenas primos muito, mas muito distantes, haja vista que todos os Berquós descendem de Maria del Rio e do francês Jacques Berquó, sendo o sobrenome ‘Berquó” relativamente recente (século XVII). Nascido em 1827, em 1858 desposou Leopoldina Francisca Monteiro, que aos 14 anos já havia dado a luz ao seu primeiro filho. Casaram-se em 1858 e tiveram muitos filhos, aproximadamente uns 10 ou mais, sendo que Leopoldina morreu em 05.03.1878, antes de completar 35 anos de idade, após dar à luz à última filha do casal, Georgiana, que também morreu com menos de dois meses de vida. A história de Leopoldina Francisca Monteiro (Berquó) está ligada à história dos lavradores do Rio de Janeiro e seu processo de deslocamento pelas zonas rurais cariocas. O bairro de Guaratiba, que existe desde fins do século XVI, foi o local de nascimento de sua mãe, e minha tataravó, Fortunata Joaquina, filha de meus pentavós cariocas Manoel José da Silva e Ignácia Joaquina da Conceição. Minha tataravó Fortunata se casou com o também carioca Francisco Antônio Monteiro, meu tataravô, filho de imigrantes portugueses (meus pentavós Antônio José Monteiro e Maria Angélica de Jesus). Todos os aqui citados eram de origem humilde, lavradores, sendo que Leopoldina nasceu em Inhaúma. Sua mãe era nascida em Guaratiba, como já informado e seu pai no Engenho Velho. Moravam na área próxima à atual Avenida Itaoca, mais precisamente próximo ao rio Faria-Timbó. Eram humildes trabalhadores rurais. Hoje o cenário é bem diferente. Naquele tempo era muito diferente de hoje, a paisagem, como também a Igreja de São Tiago (de Inhaúma), sendo a matriz daquele bairro. O antigo cemitério, desativado em 1905, para a instalação do atual Cemitério de Inhaúma, era na praça em frente à matriz. Se Leopoldina foi enterrada no antigo cemitério, ainda não sei dizer, porque morreu em casa, em Cascadura, após dar à luz sua última filha Georgina e porque aquela área de Cascadura era servida pela Freguesia (rural) de Nossa Senhora da Apresentação de Irajá. Na década de 1860, creio que já havia se mudado para Cascadura, após o nascimento do meu bisavô Augusto José Berquó, homônimo do pai, em 1864, ainda em Inhaúma. O pai de Leopoldina, meu tataravô Francisco Antônio Monteiro, embora de poucas posses, era compadre e amigo de um dos irmãos Rêgo, família riquíssima da cidade do Rio de Janeiro, que doou propriedades aos filhos de meu tataravô e entre elas, minha trisavó recebeu a propriedade em Cascadura, que em 1884, pelo menos parte dela, estava sendo vendida pelo meu trisavô Augusto José Berquó, já viúvo e que veio a falecer em 1887. Para maiores informações sobre essas doações de terras para os pais e irmãos de Leopoldina Francisca Monteiro, leiam a obra da Profª Dra. Rachel Gomes de Lima “Senhores e possuidores de Inhaúma: propriedades, famílias e negócios da terra no rural carioca 'oitocentista’ (1830-1870)”. Em breve traremos outras informações a partir de estudos genealógicos (FAMILY SEARCH) e que possam contribuir com o entendimento da formação do espaço urbano carioca de antigamente. Mas hoje, nesse dia das mães, queria falar de Leopoldina, que morreu após dar à luz, como muitas mulheres de seu tempo, carioca, lavradora, pobre de nascimento, rica pela sorte, assim como seus irmãos.
Laura Berquó
ANTÔNIO JOSÉ DA SILVA, O JUDEU: EM BREVE RESENHAS
Em breve, o blog trará resenhas sobre as obras do teatrólogo fluminense Antônio José da Silva, o Judeu, nascido em 1709 em São João de Meriti e morto em Portugal pela Inquisição em 1739. Além das resenhas de suas obras, traremos outras resenhas de textos que retratam sua influência na literatura portuguesa e como a Paraíba se faz representar nesse tristíssimo desfecho. O meu interesse se deve ao fato de que desde 2020 estudo a colaboração de judeus sefarditas/cristãos-novos na colonização do Rio de Janeiro e porque me interessa, particularmente, o estudo do período colonial como um todo, incluindo logicamente as denúncias ao Tribunal do Santo Ofício, que agiu de forma mais agressiva no Rio de Janeiro e Paraíba.
Laura Berquó
NOVA FASE NA ADVOCACIA
Nova fase na advocacia, buscando fazer um trabalho consultivo, preventivo e de informação. O modelo de advocacia contenciosa me trouxe aprendizados importantes. Mas, não será mais meu foco, embora não esteja com isso dizendo não às demandas, porém, sendo mais seletiva. O enfoque será em áreas que já atuo e/ou leciono, como: Direitos Humanos, relações étnico-jurídicas (termo usado por mim para questões jurídicas étnico-raciais), Direito do Terceiro Setor direitos das mulheres, mas também direito civil com enfoque em família, contratos e direitos reais. Na área criminal, prioridade em estudos teóricos e projetos de lei.
Laura Berquó
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