sexta-feira, 5 de junho de 2026

40° LIVRO DO PROFESSOR RICARDO LUCAS CAMARGO

O Professor Doutor Ricardo Lucas Camargo, Professor Associado da Faculdade de Direito da UFRGS, lançou seu 40° livro, intitulado ECONOMIA E DIREITO NO PENSAMENTO ÉTICO OCIDENTAL. Tive a honra de ter meu livro PARECERES JURÍDICOS citado na nova obra do Professor. Vamos à leitura. Laura Berquó

AOS VOYEURS

No início, confesso que baixei por controle e proteção o aplicativo para visualizar quem entra no meu Instagram, sem me seguir, sem me curtir, só vampirizando a energia da bonitona aqui. Meu receio é porque começo a receber sugestãões de amizades de pessoas que eu realmente sei que me farão mal na primeira oportunidade, como resquícios das contendas daqui. Vi pessoas que eu nem imaginava me stalkeando. Acho o voyeurismo muito interessante. Aguça meu lado exibicionista. Realmente, está sendo maravilhosamente excitante o que começou como defesa e agora me permite relaxar. "Relaxe e Goze", mas vigiai, também, né minha filha? Porque o inimigo não dorme. Laura Berquó

VIOLÊNCIA ADULTOCÊNTRICA E A MULHERIDADE BRANCA BURGUESA COMO GARANTIDORA

Ainda sobre a fala da Magistrada Elizabeth Louro, que foi assunto do post anterior, o "feminismo" acionado para invisibilizar a violência adultocêntrica e mais uma vez comprovar o criticado narcisismo de discursos identitaristas vazios é, sem dúvidas, um dos alimentos da mulheridade branca burguesa na manutenção do seu exercício paralelo de estruturas de opressões. Nada mais romano e patriarcal que violência adultocêntrica. Basta dar uma lida ligeira na Lei das XII Tábuas. Esse discurso feminista liberal, em que mulheres querem as mesmas igualdades dos homens, ainda que interpretado de forma equivocada, ainda que criem outras opressões, é o que feministas decoloniais como Nancy Fraser, Cinzia Arruzza e Tithi Bhattacharya afirmam que só representa simbolicamente 1% das mulheres que são brancas, burguesas, hetero, cis, sem deficiências, cristãs, etc etc. Eu não sou chegada ao feminismo liberal. Sou uma apreciadora do anarcofeminismo na busca por igualdade de direitos com os homens e dos feminismos negro, interseccional e decolonial que se insurgem contra estruturas de opressão mantidas por outras mulheres. Não eximo mulheres de suas responsabilidades, embora possam ser vítimas de misoginia e morrerem por isso. Não sou a favor do aborto indiscriminado, defendido por feministas, porque vejo como a primeira violência adultocêntrica, em que mulheres querem disputar com o patriarcado o antigo direito de gládio sobre corpos mais frágeis. Nós, mulheres, podemos ser violentas e devemos responder por isso. Nós,mulheres, podemos nos omitir de fazer o bem ou evitar o mal e devemos responder por isso. Não há como discursos feministas liberais se suportarem sem críticas. Vejam que hoje já se reconhece os efeitos nefastos do "protagonismo" feminino de perseguição e opressão de mulheres contra mulheres chamado Wollying. Desde Medeia, em que houve naquele mundo mítico grego e patriarcal a subversão da ordem, porque somente homens tinham o direito de gládio sobre filhos e disposição da vida das mulheres, temos atualmente não a subversão da ordem, mas manutenção da ordem, manutenção de estruturas de opressões praticadas por mulheres de grupos priviligiados. Vemos a reafirmação de poder da mulheridade branca burguesa, com o auxilio do feminismo liberal combinado com o narcisismo próprio dos discursos identitaristas sem crítica séria. Até o fim do ano finalizo o livro A MULHERIDADE BRANCA BURGUESA onde aprofundaremos eses pontos, com lançamento para 2027. Laura Berquó

quinta-feira, 4 de junho de 2026

VIOLÊNCIA ADULTOCÊNTRICA X VIOLÊNCIA DE GÊNERO

Muitas críticas estão sendo feitas à Magistrada Elizabeth Louro, devido à sua fala sobre "misoginia", "vitima" ,"massacre midiático", "patriarcado" etc ao justificar a concessão do perdão judicial à mãe de Henry Borel, no julgamento que se encerrou em 04.06.2026 no 2° Tribunal do Júri da Comarca do Rio. Eu vou me ater ao seguinte: o Judiciário brasileiro está preparado para debater violência adultocêntrica? Tendo a criança como foco dessa violência e não como um apêndice da mãe? A revolta que a fala da Magistrada causa está em repetir a mesma violência do patriarcado, que diz condenar, que é a violência adultocêntrica, tão recorrente e escondida em lares brancos e só trazida à tona quando tragédias desse tipo acontecem. A violência adultocêntrica precede a violência de gênero. A violência capacitista também. Nem sempre a violência exclusivamente de gênero existirá numa sobreposição de estruturas de opressão. Eu realmente não suporto o feminismo liberal, em que devemos ter direitos supostamente iguais aos dos homens brancos e burgueses, para criarmos privilégios paralelos de opressão sobre outros grupos coomo crianças, mulheres negras, pobres etc. Mas, se fosse a partir de uma análise interseccional, em que a violência adultocêntrica também pode ser referenciada nas discussões de gênero, classe e raça, essa fala não seria possível. Nada mais branco, burguês e patriarcal que falar equivocadamente em misoginia em detrimento de violência adultocêntrica. Laura Berquó

PARCERIA JURÍDICA NA ÁREA DE DIREITOS HUMANOS

PARCERIA PROFISSIONAL NA ÁREA DE DIREITOS HUMANOS Em dezembro de 2025, Dra Talitha Camargo, Dra Izabela e eu protocolamos (PROTOCOLO DA PETIÇÃO - CIDH - 0000106558 ) junto à CIDH, denúncia de torturas e a morte da presa no Caso Adriana de Paiva Rodrigues que ocorreram na Penitenciária Feminina Maria Júlia Maranhão, bem como o assédio judicial sistemático que sofri patrocinado pelo Governo do Estado da Paraíba e pessoas ligadas àquela gestão. Agora, anunciamos que eu e Dra Talitha Camargo @talithacamargo.adv estamos formando parceria para trabalharmos juntas em outros casos perante à CIDH-OEA. Dra Talitha Camargo é advogada e Jornalista, com Mestrado em Ciência, Tecnologia e Sociedade. Advoga em outros casos junto à CIDH. Trago, para nosso compartilhamento nessa empreitada, a minha experiência aguerrida enquanto militante de Direitos Humanos e advogada. Laura Berquó

RACISMO POR OMISSÃO EM LÉLIA GONZÁLEZ E O DOLO PARA O CRIME DE RACISMO

Lélia Gonzalez nos traz o conceito de racismo por omissão. Não falar do racismo como se ele não existisse, tentar ignorá-lo enquanto problema social, foi a crítica feita por Lélia quando nos anos 80 verificou que em um programa passado na TV, o Partido dos Trabalhadores não abordava a questão ao lado de outros problemas sociais. Isso me lembra Aimé Cesaire quando este disse que o PS Francês era racista. O que quero dizer é que ambos perceberam um distanciamento da esquerda para a questão racial. A fala de Lélia é anterior à Constituinte. Mas algo no racismo por omissão me chama a atenção, porque enquanto é possível pensar nele no discurso sociológico, no Direito o crime de racismo exige o dolo, como elemento subjetivo do tipo, não existindo a figura do racismo culposo. Como fica a inexistência de dolo em práticss racistas por omissão? Ou aínda, habitos decorrentes do racismo estrutural que construíram a nossa sociedade, mas não há a possibilidade de punição, pois não existe a tipificação de racismo culposo? Voltaremos a esse assunto, para encontrarmos uma solução para o racismo por omissão, quando inexistente o dolo. Laura Berquó

E QUANDO O LAWFARE VEM DA ESQUERDA?

Vendo a divulgação de um evento do IAB sobre Lawfare, não tem como não despertar gatilhos. Eu só tenho um problema com o lawfare. Quando eu sofri "Lawfare" por gestor de esquerda e a mando dele, assim como jornalistas aqui na Paraíba, não tivemos apoio nem da Academia, nem da esquerda, nem de defensores dos Direitos Humanos E no meu caso, sendo mulher, ainda fui execrada por feministas Por que perseguidos por políticos da esquerda são invisibilizados, mesmo quando usam a estrutura do Estado contra a gente? E eu falo do lugar de fala de quem foi vítima mesmo disso. Eu só quero entender essa seletividade, embora eu saiba que o motivo é que a "esquerda" é uma religião civil E quanto a mim, estou longe de ser uma direitista, pertencer à extrema-direita, ser Bolsonarista, ou coisa do gênero Por que as vítimas de Lawfare de políticos de esquerda são invisíveis ? Eu não tenho dignidade? Quem tem o direito de tentar acabar com a minha vida, porque aqui na Paraíba gritamos, inclusive pra não morrermos. Vocês sabem o que é a Paraíba e sua política? Vocês repararam que a maioria das decisões da CIDH contra o Brasil são de casos da Paraíba? Vocês perceberam que aqui no Nordeste a esquerda não é a mesma esquerda do Rio, São Paulo, Rio Grande do Sul etc? Sabem o porquê? Porque no Nordeste, a elite política do chamado Nordeste Oriental, descende dos mesmos troncos familiares e os políticos de esquerda daqui nada mais são que o lado pobre ou "bastardo", ou desfavorecido dessas famílias, mas a mentalidade de Coronel é a mesma. Eu respondi a 29 processos. Todos correlacionados a denúncias que fiz, porque tomei conhecimento como Conselheira de DH em um governo de Esquerda. Usaram a estrutura do Estado contra mim, inclusive, por questões pessoais do gestor. Eu só quero entender o nome técnico que se dá às vítimas de Lawfare de gestores da esquerda E diferente de políticos de esquerda ou de direita que promovem o inferno na vida dos outros, porque não arrumaram um jeito de matar a mim e a outros, eu não tenho apoio da midia consoladora para me levantar. Eu tenho que me reinventar todo dia e ainda chegar em espaços como o IAB e encontrar gente que deturpa minha história de vida para sair falando de mim em grupos de mulheres no whatsapp. Laura Berquó