quarta-feira, 12 de agosto de 2026

DIA 12.08: DIA NACIONAL DOS DIREITOS HUMANOS EM HOMENAGEM A UMA MULHER PARAIBANA

"Medo nós têm, mas não usa" Margarida Maria Alves. Em fevereiro de 2025 foi divulgada a sentença da CIDH no caso do trabalhador rural assassinado em 1997 no município de São Miguel do Taipú - PB, Manoel Luiz da Silva. Os assassinos foram absolvidos pela morte do trabalhador e integrante do MST. Em maio de 2025, o Brasil também foi responsabilizado pela CIDH pelo desaparecimento forçado do trabalhador rural Almir Muniz da Silva no estado da Paraíba em 2002, sem que houvesse empenho nas investigações. O Brasil deverá prosseguir com as investigações do caso, conforme decisão da Corte. A última vez que foi visto foi na Fazenda Tanques, no município de Itabaiana – PB. Houve outros casos de violações de Direitos Humanos relacionados aos trabalhadores rurais na Paraíba. Em 2021 a CIDH condenou o Brasil pelo assassinato de Margarida Maria Alves ocorrido em 12 de agosto de 1983. Margarida Maria Alves foi assassinada na janela de sua residência em Alagoa Grande – PB. Tornou-se símbolo nacional. O Dia Nacional de Direitos Humanos é comemorado todo dia 12 de Agosto em homenagem da líder sindical. Hoje, o crime completa 43 anos. Todos esses crimes aconteceram na área geográfica compreendida na região entre a Zona da Mata e do Brejo paraibanos. Também não há coincidência com relação aos grupos de latifundiários. Em 02 de abril de 1962 foi assassinado João Pedro Teixeira, no atual município de Sobrado-PB, na altura da estrada de Café do Vento. João Pedro foi alvejado pelas costas. Carregava os recém comprados cadernos para seus filhos. O grupo de latifundiários responsáveis pelo crime nunca recebeu a punição devida, embora todos saibam os nomes, inclusive das lideranças mandantes. João Pedro Teixeira e sua viúva, a Sra. Elizabeth Teixeira, tornaram-se símbolo da luta pelos direitos dos trabalhadores rurais e símbolo de resistência, eternizados no filme Cabra Marcado Pra Morrer de 1984, do documentarista Eduardo Coutinho. O que causa maior aberração é a “imunidade” que esses grupos poderosos gozam, é serem invisíveis à mão da Justiça. As vítimas foram revitimizadas pelo Sistema de Justiça paraibano. Sem a investigação devida, sem a Justiça devida contra os seus assassinos. Mas há outros casos horríveis. No livro do Professor Mauro Guilherme Pinheiro Koury, “Sofrimento Social. Movimentos sociais da Paraíba através da imprensa (1964-1980)”, é tratado o caso das lideranças dos trabalhadores rurais Pedro Fazendeiro e Nego Fuba, que foram dados como “desaparecidos em fins dos anos 60”, tendo sido um deles na verdade, queimado vivo amarrado a uma árvore. No final dos anos 80, também tivemos o assassinato do líder quilombola Zé de Lela, no município do Conde-PB, mas este caso não guardaria relação com o mesmo grupo de latifundiários dos crimes anteriores. Em maio de 2026, o MPF ingressou com ação de danos morais coletivos contra a União e o Governo do Estado da Paraíba, requerendo R$ 1.000.000,00 a título de indenização que deverá ser convertida em favor do Memorial das Ligas Camponesas. O que perguntamos é como a política é "dinâmica" e esses grupos permanecem tranquilos com suas consciências, dialogando inclusive com a esquerda local e nacional e movimentos sociais. Esses crimes estão insepultos enquanto não houver uma mudança na estrutura da sociedade que seja conivente com a impunidade. Laura Berquó

terça-feira, 11 de agosto de 2026

O PRIMEIRO ADVOGADO CARIOCA E A FUGA DO SANTO OFÍCIO

O primeiro advogado carioca, assim entendido com Bacharelado e também Licenciado por Coimbra, foi o português sefardita Jorge Fernandes da Fonseca que em 1603, aos 18 anos concluía seus estudos. Em 1613 já residia na cidade do Rio de Janeiro, tendo se casado com a cristã-velha Beatriz da Costa Homem, filha do Capitão Aleixo Manoel Albernaz, o Velho, um dos que lutaram na expulsão dos franceses em 1567 juntamente com Estácio de Sá. Albernaz se tornou sesmeiro de várias áreas, dentre as quais a que hoje ocupa a Rua do Ouvidor, tendo originalmente tal via ilustre sido chamada de Aleixo Manoel até meados do século XVII. Tais informações sobre Aleixo Manoel Albernaz podem ser obtidas com a leitura de Gilson Santos em "Um Advogado em São Sebastião" e com o autor de A Moreninha, que fez um belo estudo sobre o "centenário" do nome da Rua do Ouvidor em 1880. A vasta descendência de Jorge Fernandes da Fonseca se estendeu por todo atual estado do Rio de Janeiro. Inclusive o bairro do Fonseca em Niterói foi fundado por um filho seu. De qualquer forma, esse jovem português, judeu sefardita fugido da Inquisição para terras cariocas, é apontado como o primeiro advogado com Bacharelado e Licenciatura no Rio por Gilberto de Abreu Sodré Carvalho, seu descendente. Vejamos o que diziam as Ordenações Filipinas, sobre advogados. As Ordenações Filipinas  entraram em vigor em 1603, justamente no ano de graduação e Licenciatura em Leis e Cânones por Coimbra do nosso pioneiro. Assim, no Livro I, Título XLVIII, determinava que somente homens acima de 25 anos podiam exercer a advocacia ou serem procuradores, com a exceção daqueles formados pela Universidade de Coimbra que poderiam exercer antes dos 25 anos, que era o caso de Jorge Fernandes da Fonseca que aos 18 anos já tinha, portanto, permissão para advogar. Sua vasta descendência se encontra em famílias cariocas de sobrenome Abreu Sodré, Sodré, Fonseca, Azevedo, Azeredo, Cardoso, Cardoso Abreu, Pimenta de Carvalho dentre outros nomes, todos de origem cristã-nova e dos primeiros colonizadores do Rio. Alguns ramos descendentes sofreram com o Tribunal do Santo Ofício conforme estudo de Gilberto de Abreu Sodré Carvalho (também citado por Gilson Santos) em "A Inquisição no Rio de Janeiro no Início do Século XVIII". Um ramo da descendência de Jorge Fernandes da Fonseca se estabeleceu na Zona Norte carioca por ter se entrelaçado com os descendentes de João Pereira de Souza, O Botafogo (também cristão-novo) que recebeu sesmarias na área que hoje abrange terras que pertenceram às antigas freguesias rurais de Irajá e Inhaúma. Outro ramo se estabeleceu na Zona Norte próxima às fazendas que deram origem à Igreja de Nossa Senhora da Penha. Outro ramo que também se mesclou com o  Botafogo se mesclou com descendentes de Salvador Correia de Sá, segundo governador do Rio que recebeu sesmarias na Ilha do Governador. Essas informações podem ser consultadas no site FamilySearch. O nosso interesse é saber qual a contribuição real dada por Jorge Fernandes da Fonseca na advocacia.  Será um estudo lento. Segundo a obra literária  'Memorias de Um Sargento de Milícias', apesar do tom irônico que permeia todo o enredo que se passa no tempo de Dom João VI, o autor registra que o carioca era acostumado viver demandando tudo e todos, razão pela qual supomos que a advocacia em pleno Rio de Janeiro poderia ser um bom meio de vida no início da Colônia, somando-se aos casamentos que ajudaram a construir uma elite colonial segundo o estudo do Professor João Fragoso da UFF. Jorge Fernandes da Fonseca é meu décimo-segundo avô. Mas o meu ramo (Lobo Frazão) não sofreu com o Tribunal do Santo Ofício até novas informações.

Laura Berquó

Obs.: texto republicado em virtude do 11 de Agosto. Já há informações sobre o tipo de advocacia exercido naquele período que será objeto de outra postagem, mas sem previsão no momento.

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

PREVISÃO SEMANAL

Escolha a Opção 1 - Baralho Lenormand versão estendida consagrado à Pombagira Dona Maria Quitéria e/ou Opção 2 - Baralho de Pombagira Dona Rosa Caveira.
Opção 1 - Mudanças com efeitos em médio e em longo prazo que trarão complicações futuras, dúvidas ou caminhos duvidosos para uma mulher ou para uma mulher ou causado por uma mulher. Pode remeter ainda às mudanças emocionais e intuições. Pode também tratar de oscilações mentais. Opção 2 - Mudanças que podem remeter a divórcios. Ainda, pode representar acordos bem sucedidos na Justiça. Pode também falar de equilíbrio e bem estar como colheita. Laura Berquó

CACHORRINHOS PARA ADOÇÃO

Embora o DDD seja do Rio Grande do Norte, os cachorrinhos estão em João Pessoa. Falar com Gisélia Lemos (84) 99697-0595.

quinta-feira, 6 de agosto de 2026

TBT: DEFESA MESTRADO

Em 05.04.2006, eu me tornei Mestre em Ciências Jurídicas pela UFPB (área de concentração em Direito Econômico). Foto da defesa.

terça-feira, 4 de agosto de 2026

OUTORGA DO TÍTULO DOUTOR H.C. AO CAPITÃO POTIGUARA

"Prezadas(os), O Centro de Ciências Aplicadas e Educação (CCAE/UFPB) convida toda a comunidade acadêmica e a sociedade para a Sessão Solene de Outorga do Título de Doutor Honoris Causa ao Capitão Potiguara. A solenidade será realizada no dia 7 de agosto de 2026 (sexta-feira), às 10h, no Auditório da UFPB, Campus IV, em Rio Tinto. A cerimônia representa um importante reconhecimento à trajetória e às contribuições do Capitão Potiguara para a valorização dos povos indígenas e de seu legado histórico, cultural e social. Data: 7 de agosto de 2026 Horário: 10h Local: Auditório da UFPB, Campus IV – Rio Tinto Contamos com a presença da comunidade acadêmica neste momento de grande significado para a Universidade. Atenciosamente, Joselme Gouveia Diretor do CCAE / UFPB"
Foto Internet

PREVISÃO SEMANAL: BARALHO LENORMAND

Baralho consagrado à Ponbagira Cigana Maria Quitéria. Escolha Opção 1/Jaspe Cereja e/ou Opção 2/Pedra da Lua.
Opção 1/Jaspe Cereja: Sol, Urso e Raposa. Terá esclarecimentos ou serão reveladas traições,falsidades, infidelidades ou situações de má-fé. A outra opção é vigilância ou stalker (raposa) por apego ou ciúme (urso) ou ego (sol e urso).
Opção 2/ Pedra da Lua. Trevos, Nuvens e Chave. Situações de dificuldades e instabilidades financeiras que serão resolvidas rapidamente. Ajuda para resolver problemas passsgeiros. Laura Berquó