terça-feira, 9 de junho de 2026

O PROBLEMA DO FEMINISMO LIBERAL

O FEMINISMO LIBERAL tem feito estragos. Mais de meio século da Segunda Onda, o que inicialmente foi extremamente positivo para que mulheres ocupassem mais espaços como a política, as universidades, o mercado de trabalho, com o tempo, seus excessos se tornaram nocivos, porque o Feminismo Liberal é excludente e funciona muito bem no capitalismo e em um mundo cada vez mais consumista, mas que tem dificuldade em reconhecer que não existe um feminismo único aplicável a todas, sem considerar especificidades. O Feminismo Liberal é responsável, atualmente, pelo que vemos de perseguição de mulheres em cargos de chefia contra outras mulheres. Atualmente se discute o WOLLYING até mesmo em projetos de lei. Para quem não sabe, o WOLLYING é o bullying, o assédio moral cometido por mulheres exclusivamente contra mulheres. Mas elas têm um culpado: o Patriarcado! Regridem a uma infantilidade para apontarem um responsável por seus atos. Se infantilizam para não responderem por seus atos. Patriarcado e matriarcado são, antes de tudo, primeiramente, aspectos da psique que devem ser equilibrados para que possam trazer um benefício para o indivíduo e para a sociedade. Assim, na leitura de "A Prostituta Sagrada. A Face Eterna do Feminino" Nancy Qualls-Corbet traz elementos positivos do patriarcado como as instituições, as leis, as formas de organização para a sobrevivência, etc. Os elementos positivos do matriarcado seriam os costumes, a espiritualidade, as artes, etc. Elementos de ambos deveriam viver harmonicamente na nossa psique, como uma contraparte saudável e não adoecida. Não é o aspecto adoecido do patriarcado que é repelido na prática em muitos discursos, ditos feministas, contra a misoginia, mas o fato de não conseguirem realmente tratar da inveja do pênis. O feminismo liberal, na prática e nos discursos atuais, é o mais próximo da ideia psíquica da inveja do pênis. O que mulheres defendem no feminino liberal como um empoderamento individualista, não muda, mas reforça estruturas de opressão. O conceito político de empoderamento é sempre coletivo e de mudança de estruturas de opressão. A disputa do direito de gládio com o patriarcado para decidir se um feto merece viver ou morrer, quando falamos em aborto irrestrito, ilustra bem como a mulher quer tomar para si o que há de pior no patriarcado. É uma forma de disputa pelo fim da feminilidade normativa. Nem a inveja da maternidade que os homens sentiriam, e para mim seria a verdadeira causa para a passagem do suposto matriarcado histórico para o patriarcado, é argumento que serve para frear o exercício do poder sobre fetos e a violência contra crianças. O apoio da mulher no patriarcado à violência adultocêntrica (fetos e crianças) é uma disputa de poder contra a feminilidade normativa, porque contribui para a promoção psíquica do homem, passando de filho para pai. O ódio adultocêntrico das mulheres é uma forma de vingança inconsciente contra os homens. Laura Berquó

Nenhum comentário:

Postar um comentário