quarta-feira, 1 de julho de 2026

UMA VERDADE UM POUCO INDIGESTA SOBRE NÓS MULHERES - PARTE 1

Uma suposta sororidade para sufocar outras mulheres, não é sororidade. Para ser curta, muitas mulheres querem tirar vantagens da empatia da outra. Isso acontece, corriqueiramente, diante de uma advogada mulher. Há uma dificuldade dessa geração de mulheres, e refiro-me às da minha idade (47 anos) para as mais recentes, de acreditarem realmente que o mundo é parte dos seus problemas e deve ajudar a solucioná-los ou carregar seu peso. Exigem, não pedem. Vivemos uma era de narcisismos em que todos são credores e os outros devedores de alguma coisa. Eu me refiro às mulheres, porque sou mulher e isso me irrita profundamente, porque não assumimos quando somos manipuladoras, inclusive, da empatia de outras mulheres. Existem mecanismos legais para brigar por direitos, quando você não dá margem para piorar sua situação, mas para isso, você tem que pagar os serviços da profissional. Se você não tem condições, dou 2 conselhos: ou consulte um/uma profissional antes de fazer o que dá na telha ou você se vire para pagar os honorários solicitados. O/A advogado/a não deve ser tragado/a pelo seu problema. Ele/a não causou, nem é parte dele. Só para ilustrar uma situação equivocada em que as mulheres atuais pensam estarem certas: recentemente saiu uma decisão na mídia em que uma mulher foi condenada à indenização por atribuir uma paternidade errada ao cônjuge. Ele não era o pai. No meu tempo de estagiária, anos 2000, digamos que de 100 investigações de paternidade, em 95% dos casos, as mães estavam certas. Muito raro, uma mulher não saber a paternidade do seu filho. Hoje, é corriqueiro a mulher ter dúvidas sobre a paternidade. Desculpem se decepciono e pareço retrógrada, mas o mínimo que se exige da mulher é que ela realmente possa apontar a paternidade corretamente e não transferir um ônus a uma pessoa que não é o pai de seu filho. Também namorado não é obrigado a criar seu filho. Não sou contra pensão socio-afetiva, quando o vínculo é genuíno. Mas, você já escolheu muito mal o pai do seu filho e agora quer que outro pague por isso. Parece um discurso RedPill. Mas a verdade é que o poder que temos de dizer "Não" a um homem que não trará nenhum benefício financeiro às nossas vidas, não estamos sabendo usar. Na natureza, as fêmeas procuram o melhor macho. A mulher cede para um que não dará apoio na gestação e nem ajudará no sustento da cria. Sempre fui muito rígida com isso. As mulheres devem barganhar sim, antes de se deitarem com um homem e impor condições. Hoje, aceitam qualquer imbecil que acha que devemos transar no primeiro encontro ou logo. Mudou muita coisa. Mas a mulher ainda tem o poder do "não". Outra situação comum é de mulheres virem atrás de seus serviços e chorarem para pagar. Acreditam que somos obrigadas, como mulheres a resolvermos problemas, muitos evitáveis, na base da empatia. Não somos. Consulte uma profissional antes das decisões. Uma consulta é bem mais barata que os honorários de um processo. Também há aquelas que mentem ou deturpam fatos, para piorarem o perfil do homem em processos, mas quando você analisa os autos, não é bem assim. É acreditando que você, como mulher, comprará uma narrativa que não corresponde aos fatos. Eu não gosto de manipulação de mulher. Eu tenho me corrigido muito, inclusive, para não transferir para terceiros, problemas que eu criei ou que nasceram de um lugar de vitimização. Antigamente, as mulheres lidavam com suas realidades enfrentando. Não havia espaço para transferir para terceiros, abusando-se da empatia de outras pessoas. A vida exigia que essas mulheres tomassem decisões rápidas. Mas se eu falei como do que vi como advogada, vou falar depois de forma mais genérica de como não dá para aceitarmos manipulações em detrimento do nosso bem estar mental e financeiro Laura Berquó

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