Ontem o dia foi cheio para Trump. Os congressistas não apoiam a continuidade da guerra, que Trump diz que não é guerra, contra o Irã. Trump diz que não é guerra, porque para declarar guerra precisa de autorização do Congresso. Trump corre ainda o risco de sofrer processo de impeachment. Se você acha que existe muita diferença entre Democratas e Republicanos nas suas relações exteriores, no que tange à manutenção do imperialismo norte -americano, a única diferença que vi certa vez numa charge é que enquanto Democratas pretendem "acabar com Todes", o Republicanos pretendem "acabar com Todos". Em 1961, os EUA tinham como presidente o Democrata John Kennedy. Foi quando os países da América Latina aderiram à Aliança Para o Progresso assinando a Carta de Punta Del' Este. Ainda em 1961, quando Jango assumiu o poder depois de aceitar as condições dos militares, também eram os Democratas no Poder dos EUA. Kennedy só foi assassinado em 1963. Quando foi dado o Golpe Militar no Brasil em 1964, como bem me lembrou o Prof. Ricardo Lucas Camargo, o Presidente era Lindon Johnson, também Democrata. Em tempo de terras raras, os EUA continuam uma ameaça para o Brasil, pouco importando se investidas aqui ocorrerão com Trump ou não. A diferença é que Trump, usa de força e ignorância em seus discursos e ordens. E só. O Brasil precisa corrigir várias deficiências éticas de suas instituições. Só assim não daria "motivos" (que não se justificariam mesmo assim, porque somos soberanos) para essas interferências externas. Se as coisas não tomaram uma proporção pior em 2025, foi graças à experiência e personalidade conciliadora e diplomática de Lula e questões de economia interna dos EUA que sofreriam mais com retaliações impostas ao Brasil de elevação de tarifas sobre importação de produtos brasileiros. Isso só mostra como Trump não raciocina antes de esbravejar, porque se consultasse um economista veria que haveria impacto negativo para o próprio mercado norte-americano.
Laura Berquó

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