Em 1606, segundo o grande historiador Vivaldo Coaracy, na obra "O Rio de Janeiro do Século XVII" temos a primeira (creio eu) perseguição política (no sentido de confronto entre os representantes dos "Poderes" de então) contra um judeu (cristão-novo). O Ouvidor do Rio, Gonçalo Homem, foi denunciado pela Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro ao Governo Geral com sede na Bahia, pelo fato de ser judeu. Foi com muito esforço que somente em 1614 conseguiu ser reintegrado, tendo permanecido no cargo por apenas 2 anos. A verdade é que o Ouvidor (um Magistrado do tempo colonial e que também fiscalizava atos administrativos) estava desempenhando apenas sua função legal e incomodou os Vereadores da jovem cidade do Rio. A Câmara de Vereadores, no período colonial e do Império, em todo país tinha a função também administrativa da cidade, porque a figura do "Prefeito" surge em fins do século XIX na maioria dos municípios brasileiros. Precisamos lembrar que o Estado até a República adotava a forma unitária.
Laura Berquó
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