sexta-feira, 15 de maio de 2026
O QUE É WOLLYING? VIOLÊNCIA DE MULHERES CONTRA MULHERES
Ao abrir hoje o Instagram, aprendi mais uma expressão nova: "WollYing". No caso, uma expressão novíssima criada este ano por brasileiras na Comissão sobre a Situação da Mulher na ONU (CSW70). Se a expressão é novíssima, a prática não. É o bullying de mulheres contra mulheres. Sem hipocrisia e sem culpar eternamente o patriarcado, sabemos que mulheres conseguem destruir o psicológico, a imagem -atributo de outras mulheres, ajudando a espalhar difamações, promovendo assédios institucionais, agressões físicas e ameaças que remontam ao tempo da escola, etc. Não precisa do patriarcado para isso, mas da velha inveja que existe em todo ser humano, potencializada em situações em que o ultraje venha de quem se sente ameaçado ou ameaçada pela presença de outrem. A sororidade é um termo político recente criado nos anos 70 como proposta de pacto entre mulheres contra o sexismo. Só esquecemos de fazer um pacto contra o Wollying, e como sempre, dando a cartada de que o patriarcado é o culpado pela violência de mulheres contra mulheres, deletando e nos eximindo da nossa responsabilidade. Homens maltratam mulheres pelas razões já sabidas de misoginia, sexismo, etc. E mulheres? Além de atributos como competitividade no mercado de trabalho, há uma competitividade não revelada para que tenhamos acesso ao famoso mercado afetivo-sexual que fingimos, por discursos hipócritas, não ser a razão das nossas desavenças. Sim, queremos ter acesso aos homens, queremos que eles possam estar à nossa disposição. Uma mulher com capital erótico potencializado sempre será um convite para o Wolling. Ou porque ela terá mais oportunidades com os homens ou será mais favorecida pela sorte. Soma-se a isso a competitividade trazida pelo mercado de trabalho entre mulheres. Vi muitos casos de assédio moral de mulheres contra mulheres no mercado de trabalho. Já fui vítima inclusive de comentários depreciativos à boca-miúda de pseudo-feministas, quando perseguida aqui na Paraíba por político e seus capachos. Elas reforçaram discursos misóginos de homens sobre minha sanidade mental e deliberadamente sobre a minha vida pessoal. Tão "feministas", mas se ocupando da minha cama. Recentemente, também passei por assédio institucional vindo de mulheres advogadas e seus capachos em instituição de projeção nacional. Inclusive, soube em contato com um jornalista, que a "Wollying-Mor" andou com expressões e falas desabonadoras a meu respeito. O jornalista me conhecia já de nome, mesmo antes do meu contato, somente pela fala da figura. Portanto, seria hipocrisia da minha parte dizer que nunca fui vítima de "Wolling" e que isso é culpa do patriarcado, se em princípio, pelo discurso, não poderia esperar a mesma compreensão dos homens. Está na hora de pararmos de culpar sempre os homens pelos nossos comportamentos inadequados de falta de sororidade e empatia, porque na nossa humanidade podemos ser cruéis, invejosas, covardes e mal resolvidas entre nós mesmas.
Laura Berquó
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