domingo, 23 de agosto de 2026

OS ÚLTIMOS DIAS DE POMPEIA

Em 24 de agosto de 79 d.C., o Vesúvio após vários dias emitindo sinais de fumaça, finalmente entrou em erupção, embora a população desconhecesse o perigo que corria. Na obra "Vida, Morte e Ressurreição de Herculano e Pompeia", Comte Curte informa que a população de Pompeia, no fatídico ano de 79 d.C ., era resultado da miscigenação de povos da Antiga Grécia com um povo autoctone da região da Campania chamado 'oscos'. Herculano era uma cidade menos desenvolvida, porque ficava entre Pompeia e Parthenope (depois Paleópolis e depois chamada Nápolis). Pompeia só se foi por conta do Vesúvio. Era uma cidade que sobrevivia bem aos invasores, porque incorporava o que eles traziam de progresso. Naquele dia 24 de agosto, Pompeia e Herculano tiveram a maior parte de sua população morta não pela lava, mas pelo inferno das nuvens piroplásticas que cozinhavam cérebros em 8 segundos, segundo um documentário do History Chanel. Quem conseguiu fugir, fugiu pelos portos. Se os ventos estivessem favoráveis e tivessem levado as nuvens piroplásticas para longe teria dado tempo para mais pessoas fugirem antes da lava cobrir Pompeia. A obra acima 'Os Últimos Dias de Pompeia' de E. Bulwer Lytton (foto acima da Internet) eu li por curiosidade porque vi o filme, mas como todo romance xarope, que fala desse período histórico, exalta o homem que se converte ao cristianismo por amor à jovem cristã que vive sua fé, perseguidos no século I d. C. Não vou dizer se o casal sobrevive ao Vesúvio para não dar spoiler. Em 'Quo Vadis' também temos o homem que se converte ao cristianismo por amor. Mas como bem demonstra Rosa Luxemburgo, o Cristianismo não se esforçou para mudar a estrutura escravocrata romana. O sul da Itália foi o cenário do fim de Spartacus, séculos antes. Pompeia está viva! Se não tivesse sucumbido em 79 d. C., suas estruturas de desigualdades sociais teriam sido absorvidas normalmente pelo cristianismo. Laura Berquó

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