domingo, 23 de agosto de 2026
O MENINO QUE PASSAVA
Às vezes, tenho receio de relatar sobre aparições, porque há um temor de ser questionada sobre saúde mental. Mas a vida passa muito rápido para nos escondermos. Essas visões ocorriam mais antigamente, até aproximadamente os 19 anos de idade, sendo substituída pela clariaudiência. Recentemente, após os 40 anos e à morte do meu pai e mexendo na minha árvore genealógica, alguns fenômenos voltaram a ocorrer. Há uma diferença entre vozes e visões espirituais e vozes e visões de delírios depressivos. Sei distinguir os dois tipos. O primeiro tipo, decorrente da mediunidade, geralmente é confirmado com acontecimentos. Vocês já tiveram oportunidade de saberem previamente da morte de um parente? Vivi isso a partir dos meus 14 anos. O mensageiro da morte era um menino de cabelo liso, castanho mel. Passava pelo lado de fora de qualquer janela da minha casa para a direção da rua. Eu via aquele menino passando e mesmo sabendo que era de outro mundo, ficava sem reação, porque não sentia medo mais, apenas aguardava pela notícia. Isso aconteceu algumas vezes, sendo confirmado o óbito em alguns dias no máximo. Esse menino não era nem bom, nem ruim. Estava para cumprir a missão dele de mensageiro. Mas sua passagem inesperada sempre tornava a sensação de tempo suspensa por segundos, como se você estivesse em outra atmosfera. A última vez que o vi, eu estava com 20 anos. Não sei explicar como certas coisas acontecem. Também não procuro saber o funcionamento dessas coisas, porque apenas creio no que vejo e sei que essas coisas existem. Apenas vivencio e relato experiência. Hoje tenho também a cartomancia para me trazer notícias. O importante é utilizar as ferramentas que a espiritualidade disponibiliza. Se alguém tiver conhecimento de algum nome específico para espíritos mensageiros da morte, gostaria de saber.
Laura Berquó
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