domingo, 11 de janeiro de 2026

MEMÓRIAS HISTÓRICAS DO RIO DE JANEIRO VOLUME 1

 


 

MEMÓRIAS HISTÓRICAS DO RIO DE JANEIRO de 1820  de Monsenhor Pizarro. Perto de mais um dia 20 de Janeiro, vamos começar a série de  resumos dos volumes de Monsenhor Pizarro sobre a cidade do Rio. Iniciemos o Volume 1. Toda a obra de Monsenhor Pizarro é uma das fontes mais importantes para entendermos a história das antigas Capitanias de São Vicente I e de São Tomé, da Província e Cidade do Rio de Janeiro.  Os pontos principais do volume 1 são: o porquê de Dom João II, antecessor de Dom Manuel, ter determinado o planejamento de esquadras portuguesas para o Oeste, quem chegou às Américas antes de Colombo, como inicia o estudo do batismo da localidade Rio de Janeiro por Martim Afonso de Souza que chegou no local em 1.01.1531 permanecendo naquele ano no lugar. A Praia Vermelha inicialmente se chamava Porto de Martim Afonso. A margem sul da Baía de Guanabara foi batizada de Rio de Janeiro, em referência à confusão feita no início do século XVI quando se acreditava que a entrada da Baía de Guanabara era a foz de um grande rio. Narra ainda brevemente nesse volume a fundação da cidade. No capítulo 2 narra as duas invasões francesas à cidade do Rio de Janeiro, sendo a primeira do século XVIII em 1710 sob o comando de DuClerc. Houve derrota dos franceses. A segunda invasão foi cometida sob o comando de Duguay Trouin durou em torno de 03 meses aproximadamente, no ano de 1711. Apesar de desde agosto de  1711 o Governador Francisco de Castro de Moraes ter conhecimento do ataque francês, não tomou providências, deixou a cidade à própria sorte, a população foi saqueada, ouro, prata e coisas de valor foram tomadas das casas que eram abandonadas temporariamente por cariocas. Houve a explosão de uma construção que guardava pólvora na Ilha de Villegagnon, matando 12 pessoas. A traição do Governador ao povo fez com que esses se desanimassem e outros desertassem sem o mesmo ânimo de 1710 quando populares combateram os franceses. A intenção do então Governador era ter acesso aos saques dos franceses aos cariocas. A situação só foi normalizada quando o Governador das Minas Antônio de Albuquerque Coelho de Carvalho chegou ao Rio expulsando os franceses em dezembro de 1711, mas durante muito tempo os cariocas sofreram com os prejuízos de perdas de vidas e com o abalo nas finanças da população. Em 1713,  o Governador Francisco de Castro de Moraes foi preso. Monsenhor Pizarro informa que no ano de 1711 o número de cristãos-novos (sefarditas) presos pelo Tribunal do Santo Ofício na cidade do Rio de Janeiro era um total de 100 pessoas que conseguiram fugir durante a confusão que foi gerada com a invasão francesa.

Laura Berquó

Nenhum comentário:

Postar um comentário