quinta-feira, 2 de julho de 2026
MULHERES E MOVIMENTOS SOCIAIS NA PARAÍBA: FÁTIMA SOLANGE CAVALCANTE
FÁTIMA SOLANGE Cavalcante (Alagoa Grande, 10.06.1963- ) é uma pedagoga e militante do Movimento Negro na Paraíba. Na foto é a de amarelo, segurando a placa, ao lado de Pai Erivaldo de Osun e Mãe Nice de Oyá (não sei quem tirou a foto). Filha do casal de paraibanos de Alagoa Grande, Marlene da Silva Cavalcante e Pedro Paulo Cavalcante, Fátima Solange reside na capital paraibana desde 1977, onde começou sua vida profissional lecionando no Colégio Lourdinas e depois foi admitida como professora primária pelo Governo do Estado da Paraíba na década de 1980. Formou-se em Pedagogia no ano de 1984. Ainda, nos anos 80, começou a militar em partido político de esquerda e no Movimento Negro da Paraíba. Na primeira metade da década de 1990 assume a Pastoral dos Negros na Arquidiocese da Paraíba e permanece até meados da década de 2000, onde foi uma das idealizadoras na segunda metade da década de 1990 do Disque Racismo no estado, que atual em parceria com o Ministério Público e a Secretaria de Segurança Pública estaduais, atendendo e orientando vítimas de racismo. É também tia (afetivamente tratada dessa forma como Tia Sulange-Bolão) e prima da vereadora carioca e defensora de Direitos Humanos assassinada em 14.03.2018 na cidade do Rio de Janeiro, Marielle Franco, tendo sido Fátima Solange, conforme se lê dos agradecimentos da dissertação de Mestrado intitulada "UPP: A Redução da Favela em Três Letras". Foi uma das responsáveis por inspirar Marielle na militância e no seu empoderamento enquanto mulher negra, vinda de movimentos sociais. Fátima Solange ainda teve participação efetiva no apoio aos diversos grupos de capoeira na Paraíba e foi Conselheira Estadual da Mulher juntamente com outros nomes de grandes feministas que participam atualmente da vida acadêmica e política local. Também foi Fátima Solange Cavalcante quem introduziu na Paraíba as primeiras oficinas de cabelo afro e foi uma das idealizadoras do Disque Racismo, ainda nos anos 90, na Paraíba.
Laura Berquó
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